Arvores da Califórnia que servem como antenas

5 11 2017

Adrian M. Peterson

A experiência com transmissão e recepção de sinais de rádio usando árvore como antena foi feita durante o ano de 1904. O local desses dois interessantes experimentos ficavam na região de San Francisco, e o experimentador foi George Owen Squier, que tornou-se General George Squier, Oficial Chefe de Comunicações do Exército dos Estados Unidos em seu quartel em Washington.

Isso ocorreu em 1 de Abril, mas imagino que tenha George Squier tenha realmente provado que árvores não podiam apenas servir para suportar sistemas de antena, mas também agir como tais.

As localidades em que tais experimentos aconteceram foram Camp Atascadero, próximo à Santa Barbara, a cerca de 160 km de Los Angeles e Fort Mason, na Baía de San Francisco. Certamente as águas da região auxiliaram nos experimentos.

George Squier descobriu que os melhores resultados para uso de árvores como antenas foram obtidos ao ao fixar um prego à arvore e um fio a ele. A árvore precisava estar viva e preferencialmente cheia de folhas; assim como com um bom fluxo de seiva em seu tronco. Árvores mortas não funcionavam satisfatoriamente.

Durante a I Guerra Mundial, algumas das estações militares de diferentes regiões do país foram instruídas a usar árvores como antenas para transmissão e recepção. Descobriram que sua performance era semelhante a de um fio de comprimento aleatório, com a vantagem de menos estática.

Após a experiência na Califórnia com eucaliptos importados da Austrália, Squire começou uma nova série quinze anos depois, desta vez nos limites de Washington. Com o equipamento instalado em uma cabana e uma árvore como antena ele foi capaz de sintonizar sinais em telegrafia da estação alemã em Nauen, assim como da França e Inglaterra e navios no oceano.

Surpreendentemente foi descoberto que a mesma árvore podia ser usada como antena e aterramento. Um simples fio continuava sendo suficiente. Entretanto, se os fios fossem deixados na terra como contrapeso, o sinal de uma direção em particular era melhorado com o aumento no número de contrapesos na mesma direção.

Melhores resultados eram obtidos se o prego fosse fixado a dois terços da altura da árvore. Prego de cobre funcionava melhor que de ferro, com um máximo de seis a oito para melhora do sinal.

Os sinais recebidos não eram diminuídos se receptores adicionais compartilhassem a mesma árvore. Também foi descoberto que ela podia ser usada com eficiência em ondas longas, médias e curtas.

Os sinais recebidos não eram afetados pela chuva ou outras árvores próximas. Transmissões em fonia e telegrafia podiam se transmitidas ou recebidas com o uso desse sistema.

Experiências adicionais com uso de floresta tropical foram conduzidas pelo exército no Panamá em 1972. A conclusão foi de que elas funcionavam melhor que samambaias ou outros tipos de vegetação rasteira. Também verificou-se que a intensidade do sinal transmitido era melhorado em caso de uso de transformador de impedância entre o coaxial e o ponto de inserção na árvore.

Há que se ressaltar o uso de árvores como antena para recepção durante a Guerra do Vietnã. Embora tenham ocorrido outros experimentos, em muitas ocasiões esta solução foi usada de forma real em diversas oportunidades.

Na época houve um pequeno grupo de radioamadores que fizeram experiências do gênero.

E por falar no uso de árvores em conjunto com o rádio, houve um outro experimento realmente interessante.

Em 2005, Chris Lagadinos, presidente da MagCap, começou a experimentar a possibilidade de usar árvore como fonte natural de energia elétrica. Ele desenvolveu sua teoria com base no fato que as árvores sempre são alvos de raios durante tempestades.

Ele descobriu que um pequeno e irregular fluxo de corrente contínua fluiria por um fio conectado entre uma agulha fixa a uma árvore e uma haste de aterramento. A tensão obtida foi na faixa de 0,75V, que em cascata com determinados circuitos pode ser elevado a 12V/1A. Curiosamente o nível é maior durante o inverno, quando a árvore perde quase toda sua folhagem.

Artigo traduzido mediante autorização. A publicação em qualquer outro meio é expressamente proibida.

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