O rádio e o eclipse: passado e presente

21 01 2018

Adrian M. Peterson

No dia 21 de Agosto de 2017, um espetacular eclipse total do sol foi visto nos Estados Unidos, em uma linha que foi do Oregon à Carolina do Sul. Ele teve uma largura de 112 km e sua sombra se moveu por esse corredor estreito em velocidade supersônica.

O eclipse total da luz do sol ocorre por conta da interposição da lua entre o sol e a Terra, com início no Pacífico Norte no nascente. Por conta disso, em tal local o sol nasceu em total obscuridade, um evento bastante raro.

O eclipse entrou nos Estados Unidos na costa do Oregon, mais precisamente em Lincoln Beach às 10:15 hora local a uma velocidade de 4820 quilômetros por hora. Seu caminho seguiu uma linha ligeiramente curva por uma hora e 33 minutos. Sairia então do país pela praia isolada de Cape Romain na Carolina do Sul às 14:49 a uma velocidade de 2417 quilômetros por hora, uma redução de velocidade de aproximadamente 50%.

Milhões de pessoas viram este espetacular evento que para muitos foi algo único em suas vidas. Muitos dos que moram e trabalham perto do caminho do eclipse viajaram por seu caminho e muitos de outros países vieram aos Estados Unidos para a ocasião.

Da mesma forma vários entusiastas do rádio estarão em frente aos seus equipamentos durante o eclipse para aproveitar a melhora da propagação durante os dois minutos e meio de total escuridão.

Então, o que acontece com os sinais de rádio durante um eclipse do sol? Em 24 de Janeiro de 1925 houve um evento semelhante em áreas ao norte dos Estados Unidos, e pela primeira vez foi possível efetuar um estudo intenso das condições de propagação em tal situação.

Os sinais de dois transmissores em Schenectady foram monitorados em Nova Iorque por cinco dias seguidos; antes, durante e depois do eclipse de 1925. O horário do monitoramento das duas emissoras foi das 06:30 às 11:00, lembrando que o horário de total escuridão foi às 09:11.

As emissoras foram a WGY, operando com 5 kW em 790 kHz e a 2XI, com provavelmente apenas 1 kW em 4000 kHz. A distância entre os transmissores em Schenectady e Nova Iorque é de aproximadamente 260 km.

Por meio da comparação dos registros de intensidade do sinal durante cinco dias dos transmissores de ondas médias e curtas, os cientistas da RCA e AT&T chegaram às seguintes conclusões:

* O sinal em ondas médias no início do eclipse se comportou da mesma forma que na chegada do por do sol, com um aumento na intensidade. Conforme o eclipse foi passando o comportamento foi semelhante ao do nascer do sol, com uma diminuição na intensidade.

* O sinal em ondas curtas se comportou no início do eclipse com uma diminuição na intensidade e em seu término houve um aumento.

* O desvanecimento em ambas as faixas foi similar ocorrido durante o nascer e por do sol.

Os sinais em ondas longas (24 kHz) a partir da Inglaterra também foram estudados pela RCA nas unidades de Riverhead, em Long Island e Belfast, no Maine. O resultado foi que o um comportamento semelhante às ondas médias, levando em conta que o sinal passou por ambas localidades, América do Norte e Inglaterra.

Houve outro eclipse de interesse para o assunto que ocorreu entre a Europa e a Ásia em 19 de Junho de 1936. Os sinais das seguintes emissoras foram estudados por cientistas japoneses:

JOIK – 830 kHz – 10 kW – Sapporo

Experimental – 3550 kHz – 1 watt – Saruhutu

JKR – 5300 kHz – 1 kW – Otiisi

Como esperado, as observações efetuadas no Japão exibiram o mesmo comportamento normalmente experimentado no nascer e por do sol.

Para os eventos festivos associados com o eclipse de 2017, Thomas Beebe, de Marion, Illinois, obteve uma licença especial para operar por um curto período uma estação de rádio. O indicativo W9E permitiu cinco dias de comunicação sobre fatos relacionados com o evento. Uma reportagem da emissora de TV WSIL, de Carbondale, Illinois, mencionou a estação e sua cobertura sobre o eclipse.

O correio norte americano emitiu um selo especial no início do ano com foco no eclipse. Ele muda de cor de acordo com o calor dos dedos.

Artigo traduzido mediante autorização. A publicação em qualquer outro meio é expressamente proibida.

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