A evolução dos indicativos

17 02 2018

Adrian M. Peterson

Durante o século XIX, a rede telegráfica com fio continuou a ser expandida em vários países, e cada estação adotava um indicativo, geralmente composto por duas letras. Era muito mais rápido e fácil manipular duas letras em Código Morse que colocar a localização geográfica, particularmente quando grandes nomes estavam envolvidos.

Em 1872, foi acordado por organizações regulatórias marítimas que cada navio devia ser identificado por quatro letras. Isso facilitou a tarefa do de identificar a  embarcação com bandeiras, que não precisavam ter mais o nome completo.

Quando as estações sem fio começaram a proliferar no final do século XIX, cada uma adotou um indicativo, geralmente composto de duas letras. Por exemplo, CC para Cape Cod e PH para San Francisco.

A assinatura de protocolos na Segunda Convenção de Telegrafia sem fio em Berlim em 3 de Novembro de 1906 determinou que o indicativo dos navios devia ser composto por um grupo de três letras.

Em 1908, a empresa Marconi determinou que todas as estações dela teriam que começar seus indicativos pela letra M seguida por outras duas de identificação da localidade. Por exemplo, MCC para Cape Cod e MGY para o SS Titanic.

Em 4 de Junho de 1912 foram assinados acordos na Conferência Telegráfica Internacional ocorrida em Londres e um dos protocolos determinava que cada país teria direito a uma série de letras para identificar suas estações. Por exemplo, os indicativos da Grã-Bretanha começariam com as letras B, G ou M, na França começariam com F e nos Estados Unidos com N, W ou K, começando com KDA.

Em 9 de Maio de 1913, os Estados Unidos implementaram seu próprio sistema de indicativos (em última instância, no âmbito das letras definidas internacionalmente). O país foi dividido em nove distritos e às estações de cobertura local foram destinados indicativos compostos por um número seguido por duas letras. Exemplos: 2XG New York, 3XZ Washington DC.

Um designador internacional foi adicionado em seguida e o número de letras após o número foi aumentado para três. Exemplos: W2XAD Schenectady NY, W9XAA Chicago. O X em tais indicativos denotava estação experimental. Quatro indicativos com letras para estações de ondas médias foram introduzidos em 1920 (KDKA), e outros similares para ondas curtas foram introduzidos em 1939 (KGEI, WRUL).

Após o fim da I Guerra Mundial, as estações de ondas médias começaram a proliferar mundo afora. Para a Alemanha foi designado o prefixo número 4, para a Suíça o 9, e para a Grã-Bretanha os números iniciais para os indicativos foram 2, 5 e 6.  Entretanto, os números 2, 5 e 6 não foram usados em ordem cronológica ou geográfica.

A Austrália seguiu um padrão similar e cada estado recebeu um número seguido por duas letras, como: 2GB Sydney New South Wales, 5DN Adelaide Austrália do Sul, 7NT Tasmânia do Norte e 9PA Port Moresby Papua Nova Guiné.

Artigo traduzido mediante autorização. A publicação em qualquer outro meio é expressamente proibida.

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