Idiomas artificiais no rádio

25 02 2018

Adrian M. Peterson

É evidente para os viajantes internacionais e os entusiastas das ondas curtas que existem muitíssimos idiomas em uso no mundo de hoje. Várias autoridades no assunto sugerem que o total de idiomas falados no planeta é de cerca de 7000, sendo que alguns não possuem um sistema de escrita.

Ainda lembro da série de TV Jornada nas Estrelas, que na década de 1960 apresentou o tradutor universal usado por seus personagens. Ele permitia da tradução em duas vias de idiomas falados em tempo real, supostamente operava usando as frequências de ondas cerebrais e os resultados do processamento criava a base da tradução.

Ah, se isso fosse possível! Bem, deixemos a ficção científica de lado.

A questão da comunicação entre povos que falam diferentes idioma sempre foi causa de dificuldade nacional e internacional e muitas foram as tentativas de aliviar o problema. Uma possível solução disso seria a criação de um idioma artificial que pudesse ser facilmente aprendido, e que funcionaria como segundo idioma em todo o mundo.

De acordo com fontes da internet, houveram centenas de tentativas de desenvolver idiomas artificiais durante os últimos 500 anos, com graus variados de sucesso. Uma das últimas tentativas de criar tal idioma foi o uso de diferentes símbolos para cada significado, algo similar aos símbolos ideográficos usados nos idiomas Chinês e Japonês. Curiosamente, este conceito antigo e original está sendo novamente considerado para uso por computadores para a tradução de um idioma para outro.

Em 1879, o sacerdote alemão Johann Martin Schleyer começou a desenvolver um idioma internacional, que ele chamou de Volapuk. Durante a década de 1880, três convenções internacionais do idioma Volapuk ocorreram na Alemanha e França, onde o uso dele foi promovido.

Em dez anos, estima-se que o movimento do idioma Volapuk envolveu um milhão de pessoas. Entretanto, ele está praticamente extinto por conta de sua gramática e vocabulário complicados.

Talvez a mais estranha tentativa de idioma artificial recebeu o nome Solresol, que foi desenvolvida pelo músico francês Jean Francois Sudre em 1827. Ele era baseado na escala musical italiana; dó ré mi fa so la si dó. As notas musicais eram unidas em várias combinações para formar palavras com um significado específico.

Obviamente, esta estranha forma musical, que era mais um código que um idioma em si obteve pouco sucesso. Quase cem anos depois, o Professor Carlo Spatari modificou o idioma Solresol e reintroduziu com o nome Sirela no ambiente das transmissões internacionais de rádio.

O idioma Sirela ficou em voga apenas por um curto período de tempo antes do início da II Guerra Mundial. Nele as sílabas eram unidas para formar uma palavra composta que expressava conceitos.

Algumas poucas estações de ondas curtas imprimiram cartões QSL que continham a terminologia codificada do Sirela, e houve algumas emissoras de ondas curtas que fizeram anúncios em tal idioma. De acordo com o historiador do rádio Jerome Berg em seu livro “On the Short Waves”, alguns radioescutas dos Estados Unidos enviaram informes de recepção a emissoras em tal idioma.

Durante os anos seguintes houveram inúmeras tentativas de criar um idioma artificial para vários propósitos. A mais notável e recente tem como ênfase o uso do idioma Klingon, mais como diversão que como forma de comunicação internacional. O idioma Klingon foi inventado para o seriado Jornada nas Estrelas, e alguns jovens entusiastas realmente o emprega. Até mesmo obras de William Shakespeare e partes da Bíblia foram traduzidas para ele. De acordo com o Livro dos Recordes, o Klingon língua ficcional mais popular em número de falantes.

Como idioma internacional, realmente o mais usado é o Esperanto, suas ramificações e descendentes. Em outra oportunidades ele será abordado, assim como seu uso na radiodifusão.

Artigo traduzido mediante autorização. A publicação em qualquer outro meio é expressamente proibida.

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