Explorando frequências baixas

23 09 2018

George Karayannopoulos

1,2 kHz: Rádio das cavernas. Este é realmente o porão do rádio! Espeleólogos (exploradores de cavernas) usam beacons nestas frequências para marcar posições. Comunicações em CW também são suportadas. Outras frequências, abaixo de 200 kHz, também são usadas.

3 – 20 kHz: Rádio Natural. Ondas de rádio geradas por fenômenos naturais podem ser encontradas em todas as faixas. Quem nunca ouviu a chegada de uma tempestade na forma de estática em um rádio AM? O que faz dessa faixa especial, entretanto, são os tipos de “sinais” que podem ser ouvidos: murmúrios, cliques, assovios, chiados. Alguns praticantes do nosso hobby dedicam tempo integral a essas frequências, estudando os sons ouvidos. Teorias sobre o que gera esses sons foram desenvolvidas com base em tais estudos. As pesquisas sobre esses excitantes fenômenos radiofônicos continuam.

10 – 14 kHz: OMEGA. Este é um sistema mundial de radionavegação baseado em oito transmissores. Posições podem ser determinadas pela medição de diferenças de fase entre os sinais que chegam dos diferentes transmissores. A precisão deste sistema é limitada comparada com outros, especificamente o GPS. 20 kHz (e também 60 kHz nos Estados Unidos) também são usados por estações de sinais horário e frequência padrão. A mais famosa é a WWVB, de Boulder, Colorado, uma das estações de sinais horários  do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST). Existem outras emissoras do gênero, mas em frequências diferentes dos 20 kHz.

90 – 110 kHz contém o sistema LORAN (Auxílio à Navegação à Longa Distância), um sistema de radionavegação para uso marítimo e aeronáutico. Depende de uma série de transmissores de alta potência sintonizados em 100 kHz e transmitindo sinais especiais. Diferentemente dos beacons não direcionais, as posições via LORAN são determinadas pela diferença no tempo de chegada dos sinais entre os múltiplos transmissores.

148,5 – 283,5 kHz é uma faixa em que emissoras de radiodifusão de alguns países podem ser encontradas. Geralmente trata-se de programação doméstica em AM. Algumas utilizam transmissores muito potentes e foram captadas no mundo todo. (OK, não é Dexismo Utilitário, mas pode render algumas captações interessantes quando você estiver buscando beacons. 🙂

160 – 190 kHz: Faixa LOWFER. Esta faixa foi reservada pela FCC para transmissões com baixa potência e sem necessidade de licença. O uso de transmissores caseiros é permitido, bem como para comunicação simplex (a maioria em CW), assim como beacons.

160 – 190 kHz: Rede de Emergência por Onda Terrestre dos Estados Unidos (GWEN) pode ser encontrada aqui. Trata-se de uma rede criada para fornecer comunicações na eventualidade de ataque nuclear, valendo-se dos efeitos relativamente pequenos de tais eventos na propagação em ondas longas. RTTY encriptado parece ser o modo mais usado.

190 – 435 kHz: Beacons não direcionais (NDBs). Conforme o nome sugere, esses transmissores irradiam um sinal único em todas as direções para auxílio à navegação. O que é único sobre esses sinais é que enviam a identificação continuamente, a maioria 24 horas por dia, sete dias por semana. Este é realmente o sonho de qualquer Dexista, pois nenhum outro meio transmite a identificação com tanta frequência. Para o navegador em busca de uma posição ou rota, isso pode ser uma verdadeira bênção. Tudo que o navegador precisa fazer é sintonizar algumas dessas transmissões (de identificação e localização conhecida), procurar a direção e a partir disso calcular a posição. Para o ouvinte de ondas longas, os beacons são uma bênção também. Eles estão lá, transmitindo a identificação dia e noite, apenas esperando para serem captados. Os caçadores de beacons investem horas na busca de novas escutas ou verificando os já familiares.

415 – 505 kHz: Serviço móvel marítimo. Os Dexistas Utilitários podem encontrar tráfego em CW. 500 kHz é a frequência de chamada de emergência. Há pouco tempo atrás as autoridades dos Estados Unidos anunciaram que o monitoramento dos 500 kHz não será mais obrigatório. A faixa tem experimentado considerável queda de tráfego conforme as comunicações por satélite ficam mais populares entre as embarcações. Também são usadas para comunicações militares, especialmente com submarinos.

Artigo traduzido mediante autorização. A publicação em qualquer outro meio é expressamente proibida.

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